A produção brasileira de grãos deve alcançar 361,7 milhões de toneladas na safra 2025/2026, o maior volume já registrado, segundo estimativa da Conab. Esse recorde cria uma demanda urgente por modernização e expansão da infraestrutura portuária, essencial para armazenar, transportar e exportar quantidades crescentes de commodities.
Marcos Borin, fundador e CEO da CTC Infra, destaca que o agronegócio competitivo do país gera uma oportunidade positiva para alinhar investimentos logísticos ao ritmo da produção. Ele argumenta que o momento é favorável para antecipar obras e melhorar portos e corredores, evitando que o aumento da produção pressione a capacidade existente.
O governo federal projetou 21 licitações portuárias para este ano, entre 17 arrendamentos e quatro concessões, com potencial de R$ 5,91 bilhões em investimentos. Esses projetos integram um conjunto de 50 empreendimentos programados entre 2024 e 2026, totalizando estimativas de R$ 18,2 bilhões. O primeiro bloco de leilões contemplou três terminais, somando pouco mais de R$ 226 milhões em recursos previstos.
Entretanto, a divulgação carece de detalhes sobre quais terminais receberão recursos, prazos de execução e cronogramas de conclusão. As empresas do setor apontam a oportunidade, mas ainda não há compromissos firmados nem informações claras sobre o calendário de obras. A ausência de especificações levanta dúvidas sobre a efetividade dos investimentos e sobre quem será responsável por garantir que a infraestrutura acompanhe o ritmo da produção agrícola.
Redação Jornal Voz do Litoral
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