Restauro inédita elimina cupins da cúpula

Na quinta‑feira (30), a cúpula do altar‑mor da Igreja do Calvário, em Pinheiros, São Paulo, foi declarada livre de cupins após um processo de desinfestação que combinou dutos, sensores e tratamento térmico monitorado em tempo real. A construção, prestes a completar um século, apresentava deterioração de ripas estruturais embutidas na argamassa da cúpula, comprometidas por uma colônia de cupins inacessível aos métodos convencionais de controle biológico. Um diagnóstico realizado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) constatou que o ambiente fechado da cúpula impedia a aplicação de inseticidas químicos, e que a saturação química da argamassa poderia danificar o mural e elevar o risco de incêndio. O IPT também destacou que a infestação havia se espalhado por todo o interior da cúpula, tornando inviável a aplicação de inseticidas tradicionais. A Congregação dos Religiosos Passionistas contratou a empresa PreservaTec, especializada em recuperação e tratamento de acervos históricos, para executar a intervenção. A técnica adotada baseou‑se em princípios de sustentabilidade, evitando agentes tóxicos e controlando a umidade durante o tratamento. O tratamento térmico consistiu em elevar a temperatura interna da estrutura até níveis que inativam a colônia, enquanto os sensores registravam a movimentação dos insetos, permitindo ajustes imediatos. Para acessar a área afetada, foi erguido um andaime e a cúpula foi lacrada com isolamento térmico logo acima do topo da igreja. A restauração foi concluída, mas o relatório não traz detalhes sobre custos, prazo de monitoramento posterior ou avaliação de eficácia a longo prazo. A falta de informações deixa a comunidade sem respostas claras sobre a durabilidade da solução adotada.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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