Setores produtivos avisam governo sobre oposição à retaliação

Empresários dos setores afetados pelo novo tarifaço dos Estados Unidos avisaram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que farão oposição à retaliação caso o Brasil decida acionar a Lei de Reciprocidade. A Lei de Reciprocidade prevê a realização de consulta pública por 30 dias antes de retaliar. Neste momento, empresas de setores envolvidos prometem se posicionar contra a retaliação. Os executivos argumentaram ao governo que a reciprocidade irá levar a uma escalada de tensões com os EUA e pode gerar mais sanções à economia brasileira. Os representantes se reuniram com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços na terça-feira. ‘Deixamos a opinião de que a reciprocidade não vai ter resultado prático’, disse José Velloso, presidente-executivo da Abimaq. ‘Coloquei meu ponto: Negociar, negociar, negociar. E não disparar reciprocidade’, afirmou José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast. O vice-presidente Geraldo Alckmin comentou o pedido dos setores e disse que ‘a ideia do governo não é a retaliação’. Empresas pedem medidas como crédito para capital de giro e investimentos, além da possibilidade de adiar e parcelar impostos. O governo federal ouviu recomendações e demandas, enquanto formula um novo pacote de ajuda às empresas – um ‘Plano Brasil Soberano 3.0’.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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