STF arquiva investigação da ABIN paralela

Na segunda‑feira, 20 de julho, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o arquivamento da investigação criminal contra diretores atuais da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), alegando ausência de indícios suficientes para sustentar a ação. A apuração, conhecida como “ABIN Paralela”, surgiu a partir de operação da Polícia Federal que revelou suposta estrutura clandestina dentro da agência durante o governo de Jair Bolsonaro. A operação resultou na exoneração de quatro diretores e na demissão, em 2024, do ex‑diretor‑adjunto Alessandro Moretti, que afirmou ter iniciado as investigações contra a chamada “ABIN paralela”. Os investigados incluem o chefe de gabinete Luiz Carlos Nóbrega, o diretor‑geral Luiz Corrêa, o corregedor geral José Fernando Chuy e o coordenador de operações de busca Lucio Parente, além de um ex‑diretor‑geral não identificado no texto. Moraes destacou que as acusações da Polícia Federal eram genéricas e careciam de provas concretas que demonstrassem atos ilícitos específicos cometidos por cada um, razão pela qual a investigação foi arquivada por “ausência de indícios mínimos”. O ministro também determinou o envio da investigação envolvendo o vereador Carlos Bolsonaro (PL‑RJ) e outros investigados à Justiça Federal do Distrito Federal, preservando todos os atos investigativos e provas já produzidas. Os autos serão encaminhados à presidência do TRF‑1 para distribuição a uma das varas criminais da Justiça Federal do DF, onde o caso seguirá seu trâmite. A decisão deixa sem resposta como a suposta rede clandestina será analisada no âmbito da primeira instância, bem como por que a Polícia Federal não detalhou as evidências que ligariam os diretores a crimes concretos. Nem os investigados nem o vereador se manifestaram publicamente sobre o arquivamento, mantendo aberta a questão sobre a efetiva responsabilização dos agentes envolvidos.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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