A atividade econômica brasileira recuou em duas das cinco regiões do País no mês de junho, quando comparada a maio, segundo dados dessazonalizados do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Banco Central divulgados em 26 de junho. O Sudeste apresentou a maior retração, com queda de 0,7%, seguido pelo Norte, que recuou 0,2% no mesmo período. Em contrapartida, o Nordeste avançou 0,7%, o Sul 0,1% e o Centro‑Oeste 0,1%. Entre os 14 estados monitorados, nove registraram queda no intervalo analisado. As diminuições foram registradas no Espírito Santo (-8,4%), Amazonas (-4,4%), São Paulo (-0,8%), Mato Grosso (-0,8%), Ceará (-0,6%), Rio de Janeiro (-0,6%), Pernambuco (-0,4%), Goiás (-0,2%) e Paraná (-0,1%). Por outro lado, a Bahia cresceu 2,9%, o Pará 1,7%, Minas Gerais 1,1%, o Rio Grande do Sul 0,6% e Santa Catarina 0,3%. Comparando junho de 2025 com o mesmo mês do ano anterior, a atividade econômica cresceu em quatro das cinco regiões, destacando‑se o Sul com alta de 3,6%. O Sudeste registrou alta de 2,2%, o Nordeste 1,8%, o Centro‑Oeste 1,6% e apenas o Norte manteve queda de 0,6%. No acumulado do ano, todas as regiões apresentaram crescimento, sendo o Nordeste o mais expressivo com 2,4%. No horizonte de 12 meses, o Centro‑Oeste liderou com alta de 2,9%, seguido por Nordeste (2,4%), Sul (2,4%), Sudeste (1,8%) e Norte (1,7%). Apesar dos números regionais divergentes, o relatório não traz explicações para a queda no Sudeste e no Norte, nem indica medidas corretivas por parte das autoridades econômicas. A ausência de comentários oficiais deixa em aberto a origem dos retrocessos e as possíveis repercussões para os setores produtivos nas áreas afetadas.
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação


