TSE quer fiscalizar pesquisas eleitorais

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está tentando ampliar a fiscalização sobre as pesquisas eleitorais. Desde que assumiu a presidência da Corte, em maio, o ministro Kassio Nunes Marques tem trabalhado para preparar o tribunal para julgar casos de desinformação e conteúdos manipulados por inteligência artificial. No entanto, a principal proposta do ministro, um ‘selo de qualidade’ para institutos de pesquisa, enfrentou críticas de colegas do TSE, entidades do setor e especialistas em estatística. Diante da resistência, Nunes Marques recuou para uma alternativa mais modesta: ampliar as informações exigidas no registro das pesquisas. O caso da AtlasIntel, que teve uma pesquisa suspensa liminarmente em junho, pode ser um teste para a agenda do presidente do TSE. A suspensão foi motivada por suspeitas de que a ordem e o conteúdo das perguntas teriam direcionado as respostas dos entrevistados. O julgamento do caso está no plenário do TSE e pode ser retomado em agosto. A decisão pode ter impacto nas futuras pesquisas eleitorais e na forma como o TSE lida com a desinformação.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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