Três guardas municipais de Caraguatatuba foram presos temporariamente neste sábado (22/8) após a divulgação de um vídeo que mostra agressão física e psicológica contra uma moradora durante uma abordagem. A prisão temporária de 30 dias foi determinada pela Justiça a pedido da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo, que investiga os agentes por suspeita de tortura. Os suspeitos já haviam sido afastados preventivamente pela Prefeitura após o vídeo circular nas redes sociais. O material mostra a mulher sendo agredida após uma interação com um dos guardas durante uma ligação telefônica. Segundo a investigação, os agentes teriam entrado na casa da vítima sem autorização judicial. A Justiça considerou que a liberdade dos acusados poderia comprometer as investigações, citando indícios de tentativa de obtenção de depoimentos falsos e risco de intimidação da vítima. Buscas foram autorizadas em endereços ligados aos investigados, mas até o fechamento da matéria não havia balanço sobre o que foi apreendido. A Prefeitura informou que dois dos agentes ocupavam cargos comissionados e um era servidor efetivo. A Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana instaurou sindicância para apurar as denúncias, afirmando que não compactua com condutas irregulares de servidores. O processo tramita sob segredo de Justiça. A Polícia Civil segue com as investigações, enquanto a reportagem tenta contato com os advogados de defesa dos presos. O caso expõe fragilidades no controle interno da Guarda Municipal e levanta questionamentos sobre a conduta de agentes públicos em abordagens. A prisão temporária, embora não configure condenação, reforça a gravidade das acusações e a necessidade de transparência nas investigações. A sociedade aguarda respostas sobre os mecanismos de fiscalização que permitiram a permanência dos agentes no serviço público até a divulgação do vídeo.
Redação Jornal Voz do Litoral
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