Allan Pereira, professor nos centros culturais de Bertioga, conquistou o terceiro lugar no Concurso de Violão Erudito do Conservatório de Tatuí na sexta-feira (21). O evento, que reuniu músicos de todo o país, destacou-se pela ausência de premiação para os primeiros colocados, conforme informações oficiais. A competição, tradicional no calendário musical paulista, não divulgou os critérios de julgamento nem os nomes dos demais participantes ou jurados, limitando-se a confirmar a posição de Pereira. A falta de transparência no processo seletivo levanta questionamentos sobre a metodologia adotada, especialmente em um concurso de abrangência nacional. Bertioga, cidade litorânea conhecida por sua cultura vibrante, não contava com representantes entre os finalistas, o que contrasta com a participação expressiva de músicos do interior de São Paulo. A ausência de cobertura midiática local sobre o resultado reforça a invisibilidade de iniciativas culturais municipais em Bertioga, que sequer mencionou o feito em seus canais oficiais. O Conservatório de Tatuí, entretanto, limitou-se a confirmar a participação de Pereira sem detalhar o processo avaliativo ou os desafios enfrentados pelos candidatos. A premiação, que não incluiu premiação em dinheiro ou bolsa de estudo, permanece envolta em sigilo, mesmo após solicitação de posicionamento por parte da imprensa. O que justifica a ausência de transparência em um evento de tal magnitude? A apuração completa busca esclarecer os bastidores dessa conquista e as lacunas deixadas pela organização.
Redação Jornal Voz do Litoral
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