O déficit primário do setor público consolidado aumentou 8,2 bilhões de reais em junho, atingindo R$55,3 bilhões, enquanto no mesmo período de 2025 era R$47,1 bilhões. No acumulado de 12 meses até junho, o rombo chegou a R$157,2 bilhões, representando 1,19% do PIB. Economista-chefe Marcela Kawauti, da Lifetime Investimentos, destaca que a relação dívida/PIB ultrapassa 80%, colocando o Brasil entre as maiores dívidas das principais economias, atrás apenas da China no G20. Ela alerta que esse nível de endividamento é prejudicial e eleva os juros de mercado, refletindo na Selic, que permanece em 14% ao ano. Os juros reais, corrigidos pela inflação, estão em 9,33%, segundo ranking da MoneYou em parceria com a Lev Intelligence, ficando atrás somente da Rússia. A incerteza fiscal também pressiona o câmbio, gerando saída de capitais e desvalorização do real. Embora a taxa básica tenha recuado nos últimos meses, o alto patamar persiste, afetando tanto o financiamento público quanto o custo de crédito para empresas e consumidores. Ainda não há clareza sobre quais medidas o governo adotará para conter o déficit e estabilizar a dívida.
Redação Jornal Voz do Litoral
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