Fazenda libera R$ 12,9 bi em empréstimos

Na sexta‑feira (14), o Ministério da Fazenda autorizou cinco operações de crédito com garantias da União, totalizando R$ 12,9 bilhões, para os estados de São Paulo, Piauí, Maranhão, Pernambuco e Rondônia. O prazo para assinatura dos empréstimos com as instituições financeiras federais – Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES – encerra em 7 de setembro, coincidindo com o período eleitoral. Em entrevista, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, detalhou a primeira destinação dos recursos conforme os projetos apresentados pelos estados. O ministro ressaltou que a União já concedeu garantias a operações de crédito que somam R$ 270 bilhões desde 2023, reforçando a estratégia de fomentar investimentos regionais. A liberação ocorreu poucas horas após o governo de São Paulo acionar o Supremo Tribunal Federal para cobrar o aval da União em obras de mobilidade urbana, mas Durigan descartou qualquer pressão externa, afirmando que os processos seguem o rito federativo habitual. Os recursos foram distribuídos da seguinte forma: São Paulo receberá R$ 5,4 bilhões via Banco do Brasil para projetos de metrô, linhas de trem e obras de travessia hídrica, incluindo a rodovia Tamoios; Piauí obterá R$ 4,9 bilhões para rodovias, urbanização, recursos hídricos, transformação digital e setores de agricultura, cultura e esporte; Maranhão terá R$ 1,3 bilhão para infraestrutura rodoviária; Pernambuco receberá R$ 985 milhões da Caixa para saneamento básico e infraestrutura hídrica; Rondônia contará com R$ 323 milhões junto ao Bradesco para rodovias, iluminação pública, revitalização de praças e melhorias em parques e complexos esportivos. Outros pedidos de crédito permanecem em análise técnica. Apesar da aprovação, a proximidade do prazo com as eleições e a ausência de detalhes sobre cronogramas de execução levantam dúvidas sobre a transparência e a efetividade dos projetos. O ministro reiterou que a cooperação federativa continuará, mas ainda não há informações sobre como os estados irão monitorar a aplicação dos recursos nem sobre eventuais ajustes nos projetos em andamento.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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