A Fundação da Criança e do Adolescente de Ubatuba (Fundac) mantém aberta a inscrição para oficinas de teatro voltadas a 120 crianças e adolescentes entre 7 e 17 anos. As aulas, ministradas pela professora Ana Passarinho, acontecem às sextas-feiras em três núcleos: na sede da Fundac, na Escola Municipal Prefeito Silvino Teixeira Leite (Marafunda) e na Escola Municipal Madre Maria da Glória (Ipiranguinha). Os horários são das 10h10 às 11h40 e das 14h40 às 16h10 na EM Madre Maria da Glória, onde as turmas de 2026 já estão abertas. Para se inscrever, é necessário apresentar documento de identidade e comprovante de residência com pais ou responsáveis. A iniciativa, segundo a Fundac, busca estimular a socialização, a expressão de sentimentos e o desenvolvimento da criatividade por meio de atividades lúdicas. Alendri Marconi, presidente da Fundação, destacou que o teatro é uma ferramenta de transformação social, capaz de fortalecer a autoestima e a confiança dos participantes. Contudo, a oficina não aborda os desafios estruturais enfrentados por bairros periféricos de Ubatuba, como Perequê-Açu e Rio Escuro, onde a infraestrutura urbana e o acesso à cultura ainda são precários. Embora a Fundac não tenha divulgado metas quantitativas para 2026, a continuidade do projeto depende da manutenção do orçamento municipal, que recentemente enfrentou questionamentos sobre prioridades. A prefeita Flávia Pascoal, reeleita em 2024, não se pronunciou sobre possíveis cortes em programas culturais, apesar das críticas à gestão em áreas como saneamento e drenagem. A Fundação também não informou se há previsão de expansão para outros bairros, como Sumidouro ou Toninhas, onde a demanda por atividades extracurriculares é alta. As inscrições seguem abertas enquanto houver vagas, mas a Fundac não detalhou critérios de seleção ou priorização de alunos. A falta de transparência sobre a capacidade total de atendimento e os recursos alocados levanta dúvidas sobre a sustentabilidade do projeto a longo prazo. Enquanto isso, moradores de bairros periféricos seguem aguardando políticas públicas mais abrangentes que integrem cultura, educação e infraestrutura.
Redação Jornal Voz do Litoral
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