São Paulo amplia vacinação contra sarampo

O estado de São Paulo registrou 23 casos confirmados de sarampo, com sete novos registros em apenas três dias. Dentre os diagnosticados, 16 não tinham histórico de vacinação ou apresentavam esquema vacinal incompleto, evidenciando uma cadeia de transmissão ligada à importação do vírus. Em resposta, a Secretaria de Estado da Saúde lançou a Campanha de Multivacinação, que permanecerá em vigor até 1º de setembro nos 645 municípios do estado, com foco na atualização da situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a estratégia foi ampliada, permitindo a vacinação de pessoas de 6 meses a 59 anos, independentemente de histórico prévio. A medida é temporária e visa interromper a transmissão do vírus e ampliar a cobertura vacinal. Dados de 2026 apontam que 77,5% da população recebeu a primeira dose da tríplice viral e 65,5% a segunda dose, valores ainda abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Bebês de 6 a 11 meses e 29 dias devem receber a chamada “dose zero”, adicional à rotina, sem substituir as doses previstas aos 12 e 15 meses. Para indivíduos de 12 meses a 29 anos, são exigidas duas doses com intervalo mínimo de 30 dias; entre 30 e 59 anos, basta comprovar ao menos uma dose. A vacinação indiscriminada não é recomendada para maiores de 60 anos, exceto em situações de bloqueio de transmissão ou contato com casos suspeitos. Gestantes são contraindicadas, enquanto lactantes podem ser vacinados. Apesar da campanha, a Secretaria não divulgou planos detalhados para alcançar a meta nacional de 95% de cobertura, deixando dúvidas sobre a efetividade da estratégia e os próximos passos para conter a epidemia.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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